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sábado, 23 de outubro de 2010

Feira de tecnologia mostra como será a sua próxima TV

Aumente o espaço da sua sala e compre um sofá bem confortável. A sua próxima televisão virá com tantos recursos que dificilmente você vai querer levantar. Ultrafinas, grandes, com imagens melhor do que as de plasma e LCD, acesso à internet e, é claro, com conteúdo em três dimensões que vão muito além das animações que costuma ver no cinema são as principais características desses novos equipamentos.

TVs são destaque na CES

      AP

      TV tem espessura de 6,9 mm.


      Nos estandes da CES, maior feira de eletrônicos de consumo do mundo que acontece em Las Vegas (EUA), o que mais se vê são modelos como os descritos acima e visitantes maravilhados com a qualidade das imagens e o tamanho das televisões. “Não quero nem pensar que vou chegar em casa e encontrar a minha velha e pequena TV na sala”, lamenta a americana Donah White, visitante da feira.

      Regime na telinha
      A LG mostrou que a tendência é enxugar a espessura dos equipamentos ao mostrar a TV de LED mais fina do mundo, com apenas 6,9 milímetros, com nada menos de 55 polegadas. Aparelhos da Sharp, Samsung e Toshiba também seguem o mesmo padrão, com modelos que vão até 84 polegadas. Portanto, tire o quadro da parede e troque pela nova televisão.

      Além do plasma e LCD
      Pelos corredores da CES, a discussão sobre qualidade de imagem melhor no plasma ou no LCD já é passado. Agora, termos como Ultra High Definition ou Quadpixel é que chamam a atenção. A Sharp introduziu mais uma cor na composição da imagem e criou o conceito de Quadpixel, com o amarelo agora associado ao vermelho, verde e azul (RGB). O resultado são cores mais vivas.
      Já a LG apostou no conceito de Ultra High Definition, que aumenta a resolução de 1920x1080 do Full HD para 3840x2160. Na prática significa que não haverá maquiagem que esconda aquela ruguinha no rosto da sua atriz preferida. Você vai ver.

      Internet sem fio
      Para ver um vídeo bacana da internet, o jeito mais simples é plugar o notebook na TV e usá-la como monitor. Aliás, era o jeito mais simples. A maioria das televisões mostradas na CES traz conexão Wi-Fi e possibilidade de baixar conteúdos de canais específicos, como serviços do Netflix.
      Até ligações telefônicas e videoconferência poderão ser feitas na telinha. A Panasonic fechou uma parceria com o Skype que permite conversas pela TV. Aparelhos da LG também contarão com o recurso.

      Tudo em três dimensões
      Imagens em três dimensões em TVs com todos os tipos de tela — LCD, plasma, Led, Oled, Amoled. A tecnologia tomou conta da feira neste ano. O assunto não é novo. Desde 2008, fabricantes anunciam novos aparelhos durante a feira. Mas novidade é que, em 2010, novas parcerias foram feitas para que o 3D se torne acessível.
      O que se viu foram canais de TV (como a ESPN que transmitirá a Copa do Mundo em 3D) anunciando a criação de conteúdo específico para a tecnologia e Blu-ray players compatíveis, como os da Panasonic , Sony e Samsung.

      sexta-feira, 15 de outubro de 2010

      Dispositivo alemão evita cochilos no volante

      Monitor com duas câmeras envia sinais sonoros e impede que o motorista durma enquanto dirige.





      Aparelho que evita cochilos no volante!





      Quem dirige e já enfrentou longas viagens conhece um dos maiores pesadelos de qualquer motorista: o sono. O movimento do carro, a calmaria da estrada e o silêncio dos ocupantes do veículo são fatores perigosos para o condutor. No Instituto Fraunhofer, localizado na Alemanha, foi inventado um aparelho para amenizar esse tipo de situação.
      A invenção, apelidada de Eyetracker, possui duas câmeras que monitoram constantemente os olhos do motorista. A qualquer piscadela mais profunda e demorada, o sistema inteligente emite ruídos para alertar o condutor. É possível configurar o equipamento “anticochilo” para que os avisos sonoros sejam disparados em períodos intermitentes.
      É visível que a novidade alemã tem um potencial de salvar uma quantidade enorme de vidas mundo afora. Mas ainda existem outras finalidades para o Eyetracker, como comandar games com os olhos, auxiliar cirurgias oftalmológicas, analisar comportamentos das pessoas em relação às promoções publicitárias e a integração de indivíduos tetraplégicos com outras tecnologias.

      VelociRaptor: Conheça o HD doméstico mais rápido do planeta

      Desenvolvido para situações de alta performance, agora ele possui o dobro de capacidade e de taxa de transferência do modelo anterior.



      A Western Digital anunciou recentemente o lançamento do VelociRaptor VR200M, o qual foi considerado o HD mais rápido do mundo. A tecnologia de última geração utilizada neste produto supera em 15% o HD mais rápido lançado anteriormente pela concorrente e, agora, também esbanja em capacidade e confiabilidade.
      Especificações Técnicas
      Ele possui uma velocidade de 10.000 RPM e interface SATA com taxa de transferência que chega a 6 Gb/s com cachê de 32 MB, o dobro de seu antecessor, o VR150M. O novo modelo lançado pela empresa também aumentou sua capacidade de armazenamento de 300 GB para 600 GB. Assim, ele é capaz de armazenar cerca de 150 mil músicas, diversas horas de vídeos ou vários jogos de última geração.




      Velocidade e confiabilidade em um produto de última geração.
       

      Com tanta velocidade, o produto ganhou um dissipador de calor embutido que mantém o disco rígido refrigerado e silencioso. Isso também garante mais confiabilidade e capacidade MTBF (Mean Time Between Failures), ou seja, mais tempo de uso antes de ocorrer falhas. Ele atinge 1,4 milhões de horas em média entre falhas, a maior taxa em um drive SATA de alta capacidade.
      O WD VelociRaptor foi projetado para ambientes de alto desempenho, como empresas com grande processamento de dados, editores multimídia ou pessoas alucinadas por jogos de última geração. Assim, é possível carregar mapas de jogos 3D com rapidez e garantir a diversão por mais tempo.

      Placa de vídeo com voltagem tripla chega ao Brasil

      Modelo da MSI oferece overclock mais eficiente e seguro.



      A MSI, grande fabricante de diferentes produtos para informática, tem mais uma cartada na manga: a N460GTX Hawk, primeira com tripla voltagem para overclocking. Lançada lá fora em setembro, agora o modelo está disponível no Brasil.
      A placa altera a voltagem do núcleo do GPU, de memória e do circuito eletrônico PLL. De acordo com a fabricante, o modelo, que é uma customização da GeForce GTX 460, é também o único do mercado que atingiu 1 GHz de processamento sob refrigeração a ar durante o processo de overclock.
      A N460GTX Hawk usa o software exclusive da MSI para overclock, o Afterburner, com o qual o usuário ajusta as voltagens. As três possibilidades deixam o overclock melhor, comparado com placas similares, em todos os sentidos.
      E o procedimento fica mais fácil também. Com a utilidade V-Check Points, o usuário pode medir as voltagens da placa de maneira mais simples. As informações também fazem com que tudo fique mais seguro.
      A N460GTX Hawk.Imagem: MSI Global

      O design de alimentação de energia da placa é mais eficiente. A tecnologia 7+1PWM fornece até 120A, o que aumenta a estabilidade e a performance quando em overclocking. É um avanço em relação à tecnologia comum 4+1PWM, capaz de fornecer até 90A de energia.
      Apesar de exigir mais energia, a N460GTX Hawk conta também com a tecnologia APS (Active Phase Switching), que ajusta automaticamente a quantidade de energia que vai para os principais componentes.
      O modelo tem dois coolers de 8 centímetros (Twin Frozr II), quatro tubos de calor com tecnologia SuperPipe e uma grande área para despejo de calor. Segundo a fabricante, em comparação com o cooler de referência, o Twin Frozr II é capaz de reduzir a temperatura da placa em até 18°C. Ele também reduz o ruído da placa em até 8.1 dB.
      A N460GTX Hawk.
      Imagem: MSI Global

      Os componentes da placa são de classe militar, ou seja, extremamente resistentes. A N460GTX Hawk chega ao Brasil com o preço em torno de R$ 800.

      UEFI: tecnologia pretende matar a BIOS e ligar o computador em 5 segundos

      A forma como inicializamos os computadores está prestes a ser reformulada. A nova tecnologia acessa os recursos da máquina em tempo recorde!

      A informática tem evoluído de forma acelerada e incessante há muitos anos. A capacidade de armazenamento, a potência de processamento de dados, a quantidade de memória volátil e a qualidade gráfica são alguns dos quesitos que tiveram expressivos avanços.
      Entretanto, tal desenvolvimento não ocorre na mesma proporção em outros aspectos dos computadores. A BIOS é um exemplo dessa desproporcionalidade no aperfeiçoamento computacional.
      Basicamente, fora algumas pequenas modificações, o processo de carregamento dos recursos de hardware e software dos PCs que realizamos atualmente ocorre da mesma forma há 25 anos. Mas este fato está prestes a sofrer uma drástica mudança. Isso porque a adoção do UEFI (Unified Extensible Firmware Interface) – sistema muito mais rápido e seguro para inicializar o sistema operacional – deve acontecer em 2011.
      Ao que tudo indica, a velha e retrógrada BIOS está com os seus dias contados! Conheça o sucessor do mecanismo com duas décadas e meia de vida e quais serão as vantagens em utilizá-lo. Ansioso para ver seu computador operante em menos de quinze segundos?
       
      Pressionou, ligou!

       

      O que é a BIOS?

      Antes de abordarmos as características do UEFI é preciso ter uma noção do que é a BIOS. Este termo é o acrônimo de Basic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída) e consiste em um programa desenvolvido em Assembler que fica armazenado no microprocessador (ou memória CMOS – Complementary Metal Oxide Semiconductor) da máquina por meio de um firmware.
      O próprio nome da tecnologia indica sua responsabilidade dentro do processo de carregamento do sistema operacional: ativar as atividades básicas para o correto funcionamento de todos os recursos da máquina. Ou seja, a função da BIOS é passar as diretrizes ao processador de como ele deve proceder com os dispositivos essenciais para o boot do SO.
       
      BIOS, a boa e velha companheira de inicialização do computador.
       
      Assim que você pressiona o botão “ligar” no gabinete, a BIOS entra em ação rastreando todo e qualquer dispositivo de hardware que esteja conectado ao PC e se cada um destes está funcionando – é o chamado Power-On Self Test (POST).
      Depois de tudo devidamente identificado, os dados coletados ficam armazenados para evitar o desperdício de tempo em uma futura inicialização. Em seguida a bola é passada para o sistema operacional instalado, o qual assume o controle daí em diante.
      Em outras palavras, sem a existência da BIOS o seu computador não ligaria. A máquina não reconheceria os periféricos (mouse, teclado e caixas de som, por exemplo), portas de conexão, unidades de armazenamento, enfim, seria impossível acessar ou manipular qualquer informação. Quer saber mais sobre esta tecnologia de 25 anos de idade? Acesse o artigo “O que é BIOS?” e divirta-se!

      O UEFI vem cheio de melhorias

      Agora que você relembrou ou aprendeu o conceito básico da BIOS, está pronto para conhecer o seu sucessor revolucionário. Para isso precisamos voltar ao início da década de 90, quando a Intel – apoiada pela Microsoft – começou a desenvolver um sistema com o objetivo de substituir a BIOS e permitir a aplicação de novas ferramentas, o EFI.
       
      Um sistema repleto de melhorias! 
      A partir da versão 1.10 desta tecnologia, um grupo de grandes empresas tecnológicas (entre elas a Apple, a Intel, a Microsoft, a AMD, a Dell, a Hewlett Packard e a IBM) criou uma fundação que deu nome a um novo formato: o UEFI.
      Com módulos construídos em linguagem C, o Unified Extensible Firmware Interface permite que o código de programação seja alterado sem afetar outros setores de sua estrutura, o que é uma maneira mais prática dos desenvolvedores atualizarem seus recursos e corrigirem os erros existentes.
      Além disso, o UEFI consegue ser carregado por meio de qualquer recurso de memória não volátil e levar os drivers necessários para sua operação. Sendo assim, ele é independente de qualquer sistema operacional. Devido a estas características o UEFI possui as mesmas funções que a BIOS, porém, com um desempenho invejável.

      Interface

      Assim que o UEFI é iniciado, uma melhoria é notável: sua interface. Diferentemente da BIOS, o novo sistema de carregamento do PC permite a interatividade do usuário com suas funcionalidades por meio do mouse. Tal característica consome mais recurso da máquina, entretanto, a flexibilidade e a praticidade com que você navega entre os menus do UEFI são muito maiores.
      No que tange os aspectos visuais da interface, a estrutura gráfica tornou-se mais agradável e apresenta-se melhor elaborada. Com o UEFI é possível incluir outras funções ao acervo de ferramentas de inicialização do computador, como o acesso direto ao drive de discos óticos, a conectividade com a internet, a disponibilização de pastas armazenados no disco local, a utilização de mensageiros instantâneos, a implementação de aplicativos de entretenimentos (inclusive jogos), entre outros recursos.
       
      Você irá usar o mouse para configurar o boot do seu PC.

      Inicialização em tempo reduzido

      O visual renovado do UEFI é bacana, o que torna a experiência do usuário agradável. Porém, o que faz desta novidade uma tecnologia tão revolucionária é, sem dúvida, a economia de tempo para o carregamento dos recursos básicos de funcionamento da máquina. O tempo de boot de um computador que usa o Unified Extensible Firmware Interface é reduzido drasticamente.
      De acordo com o presidente da Uified EFI Forum, Mark Doran, as máquinas atuais em bom estado e que operam com BIOS levam entre 25 e 30 segundos para averiguar todos os dispositivos de hardware. Com a nova tecnologia o tempo aproximado é de cinco segundos, uma redução considerável!
      Não está acreditando? Então dê uma olhada no vídeo seguinte, o qual apresenta uma demonstração do UEFI em um notebook da Lenovo. Como você pode perceber, o Windows 7 carrega em cerca de 13 segundos.



      Compatibilidade

      Sempre que uma tecnologia é substituída, a dúvida da compatibilidade - muito pertinente por sinal - é levantada. Com o UEFI não poderia ser diferente, muitos usuários andam se perguntando se seus dispositivos de hardware e sistemas operacionais serão suportados pelo novo sistema.
      Em relação aos periféricos, discos rígidos, pentes de memória, processadores, drives óticos e outros equipamentos físicos, a tramitação da BIOS para o UEFI deve acontecer naturalmente, já que este está preparado para funcionar com os dispositivos que usamos hoje.
      Por outro lado, no que concerne aos recursos de software da máquina existem algumas limitações. Se você tem instalado o Windows XP, bem como a versão de 32 bits do Vista, encontrará problemas ao implementar o Unified Extensible Firmware Interface. Quem usufrui do Linux pode ficar mais tranquilo, pois basta uma atualização do kernel para tornar o UEFI funcional.

      Dominando o mercado

      Em entrevista à revista eletrônica BBC do Reino Unido, Mark Doran explica que os criadores da BIOS pretendiam produzir uma linha para apenas 250 mil máquinas – número superado há muito tempo. Podemos concluir que a ideia original desta tecnologia era assumir uma posição temporária no mercado.
      Computadores devem sair de fábrica com a novidade a partir de 2011.
       
      Desde janeiro de 2006 a Apple produz versões do Mac baseadas em processadores da Intel que utilizam o UEFI. Isso mostra que este sistema de inicialização de computadores tem seu valor e tem sido colocado à prova durante anos por uma das empresas mais respeitadas do planeta.
      Evidentemente, ainda existem questões a serem averiguadas e discutidas entre os especialistas da área. Porém, as grandes melhorias proporcionadas pelo UEFI forçam cada vez mais a uma posição dos fabricantes em relação a sua comercialização. Para Doran, o chefão da fundação que desenvolve a tecnologia, a versão 2.3 do UEFI deve abocanhar boa parte do mercado de computadores já no ano de 2011.

      O que esperar desta tecnologia?

      A redução no tempo de carregamento de hardware e software proporcionada pelo UEFI é indiscutível. O aperfeiçoamento da interface é outro motivo para acreditarmos que a BIOS não tem muito tempo de vida. Apesar de ter um importante papel no desenvolvimento tecnológico nesses 25 anos, a BIOS está defasada para suportar dispositivos cada vez mais avançados e potentes.
      Pela idoneidade da Unified EFI Forum (fundação que desenvolve o novo sistema), podemos acreditar que, ao menos em parte do mercado, os computadores que saírem de fábrica a partir do ano que vem terão o UEFI como mecanismo de inicialização. Se isso vai encarecer o produto final, não podemos afirmar nada.
      Para mais informações sobre esta revolucionária tecnologia, a qual deve selar o ciclo de vida da BIOS, você deve acessar o site da Unified EFI Forum.
      .....
      Mas e para você, caro leitor? Será que realmente a velha companheira de inicialização do computador está com seus dias contados? Os benefícios do UEFI justificam a substituição de um sistema já consolidado? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

      quarta-feira, 6 de outubro de 2010

      Empresa revela TV com tela 3D que não precisa de óculos especiais.


        A empresa de eletrônicos Toshiba revelou nesta segunda-feira (4) a primeira televisão com tela 3D que não precisa do uso de óculos especiais. A “Regza GL1 Series” foi apresentada durante a “Ceatec”, a maior feira de eletrônicos da Ásia, e deve chegar ao mercado do Japão no final de dezembro.
        A nova TV 3D da companhia é produzida nos tamanhos de 12 e 20 polegadas e utiliza tecnologia que processa imagens com profundidade que podem ser vista a partir de qualquer ângulo.
        A empresa prevê que o modelo de 12 polegadas será vendido por cerca de US$ 1.400 e a versão de 20 chegará ao mercado no Japão por 240.000 yen.

      Fonte.

      terça-feira, 5 de outubro de 2010

      sábado, 2 de outubro de 2010

      Semáforo com endereço IP para reduzir engarrafamentos? Sim, é possivel!



        Para melhorar o trânsito, pesquisadores propõem uso de faróis conectados que, por meio de censores, perceberiam o fluxo dos carros ao redor.
        Aqueles que perdem horas dentro dos carros nas ruas das grandes cidades já podem renovar suas esperanças por um trânsito melhor. Dois cientistas europeus sugerem ter encontrado uma forma de reduzir os congestionamento por meio de mudanças no modo como os sinais de trânsito operam.
        Os pesquisadores – Dirk Helbing, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e Stefan Lämmer, da Universidade de Dresden, na Alemanha – propõem mudanças no modo como os semáforos são temporizador, usando uma combinação de tecnologia de censores, análise de dados e redes de computadores.
      Em vez de coordenar a temporização das luzes ao longo das vias de forma a antecipar o fluxo costumeiro de tráfego, como é feito tradicionalmente, os pesquisadores sugerem deixar que os próprios semáforos decidam quando devem ficar verdes ou vermelhos.
        “Em vez de aguardar por um ponto certo no tempo antes de mudar para verde, nós propomos que o semáforo deveria esperar por um número crítico de veículos prontos para passagem. Esse número máximo é determinado pela saturação do fluxo”, explicaram os pesquisadores, em um estudo do Santa Fe Institute.
        Tal abordagem poderia reduzir os congestionamento de 10% a 30%, disseram os pesquisadores.

        Padrões comuns
        Nas vias de trânsito mais intenso, os semáforos costumam ser temporizador e coordenados por meio de uma abordagem “top-down”. Os engenheiros de trânsito programam a temporização das luzes para antecipar os padrões comuns de tráfego. Múltiplas luzes de tráfego podem ser coordenadas para permitir que um grupo de veículos trafegue pela via sem parar, um efeito que os engenheiros chamam de “onda verde”.
        Embora esta abordagem ajude imensamente a aumentar a velocidade dos carros em seus trajetos, os pesquisadores argumentam que ela ainda não leva em conta as variações no tráfego.
        O trânsito raramente flui de maneira tão suave como sugerem os modelos de tráfego, afirmam os pesquisadores. Acidentes, ônibus que param em pontos de embarque, motoristas tímidos ou agressivos, e pedestres que atravessam a rua podem distorcer os padrões de tráfego obtidos por meio de modelos.
        “Na verdade, os modelos não proporcionam um controle ótimo, porque a situação média nunca ocorre”, disse Helbing à Science News. Como resultado, mesmo com o mais preciso sistema de tráfego da atualidade, os motoristas continuarão a esperar no sinal vermelho, até mesmo em situações em que não há tráfego na via concorrente.

      Autonomia
        Os pesquisadores querem dar, para cada semáforo, alguma autonomia para escolher quando mudar de cor. Um semáforo poderia ser conectado a censores que mostrariam o tráfego que chega e o que sai. Com algum processamento interno, o sinal então poderia decidir que via tem mais necessidade de luz verde.
        “Em contraste com o controlador de tempo fixo... Os intervalos de sinal verde seriam solicitados apenas quando houvesse demanda definida para ele”, escreveram os pesquisadores. “O tempo do ciclo não é fixo, e o serviço não é necessariamente periódico.”
        Pelo menos um grande fornecedor de tecnologia – a IBM – enxerga uma oportunidade de mercado em sistemas mais avançados de gerenciamento de tráfego.
         A IBM Research vem desenvolvendo um sistema de previsão de tráfego urbano, chamado Traffic Prediction Tool (TPT). O sistema, que tem sido testado em diversas cidades, como Cingapura, pode receber dados de vários censores na via e, por meio de um modelo de fluxo de tráfego para cada cidade, mostra não apenas onde estão os congestionamentos em tempo real, mas prevêem onde os engarrafamentos poderão ocorrer.
        Com este conhecimento, os órgãos de engenharia de tráfego podem fazer ajustes no trânsito, por meio de sinais na via que sugerem rotas alternativas.

      Dados recentes
        “Nós calibramos um conjunto de modelos com os dados mais recentes, e esses modelos são aplicados à alimentação de dados em tempo real”, disse a pesquisadora Laura Wynter, da IBM, que trabalha no sistema.
        Embora a proposta do Santa Fe Institute seja dar autonomia aos semáforos para tomar decisões, os pesquisadores admitem que uma autonomia total para cada semáforo poderia produzir o caos no fluxo total do trânsito. Os semáforos ainda precisam de alguma supervisão externa, dizem. Eles propõem um método de controle dinâmico sob o qual cada semáforo poderia levar em conta os padrões de trânsito dos semáforos vizinhos e, juntos, poderiam produzir um fluxo de tráfego mais eficiente.
        “De fato, para obter a ‘onda verde’ ideal em uma rede de tráfego sinalizado, é necessário ter previsões do trânsito que se aproxima dos sinais”, disse Wynter, sobre o estudo.

        saiba mais clicando aqui.